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sábado, 22 de maio de 2010

Cararama 1:43 - Porsche 356B

Escala: 1:43
Fabricante: Cararama
Modelo: Porsche 356B
Ano: n/a
Número: n/a
Categoria: n/a

Para terminar a apresentação dos únicos Porsches Clássicos que tenho, o 356B, que foi nada mais nada menos que o antecessor do 550, apresentado anteriormente.

Produzido entre 1948 e 1965, é considerado o primeiro carro a ser produzido pela Porsche. Mas a história não é assim tão simples.

A história do 356 mistura-se um pouco com a história da Volkswagen. Antes deste, já haviam produzido o Porsche 64, numa encomenda directa a Ferdinand Porsche, que derivava directamente do famoso Carocha apenas com algumas alterações, com o objectivo de participar numa corrida.

É directamente do 64 que surge o 356, pois foi pensado por Ferdinand Porsche e desenhado por Erwin Komenda, dois nomes de grande importância na história da Volkswagen, daí a obvia inspiração. O 356 vai até usar alguns componentes do Beetle, como o motor e a transmissão.

Foram fabricados diversos modelos durante os 27 anos de produção, o 356, o 356A, 356B e 356C, que foram definindo as diversas gerações e ganhando mais potência ao longo do tempo.

A miniatura apresentada é do 356B, a série mais popular do modelo, fabricado de 1959 a 1963.

O 356 foi a base para o desenho do famoso 911 e acabou por definir o caminho da Porsche, como a conhecemos hoje em dia.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Brumm 1:43 - Porsche 550 RS Spyder


Escala: 1:43
Fabricante: Brumm
Modelo: Porsche 550 RS Spyder
Número: n/a
Ano: n/a
Categoria: n/a

Aproveitando que estamos com a mão na massa, mais uma miniatura do mesmo modelo da anterior, um Porsche 550.
No geral não sou grande fã dos Porsche modernos, sei que é errado afirmá-lo mas parecem-me todos iguais. Já os clássicos, olé, é outra história...

Assim sendo este modelo é dos meus Porsches favoritos e acabei por adquirir duas miniaturas que, apesar de serem o mesmo carro, se distinguem em alguns pormenores.

Este Porsche 550 RS Spyder já se enquadra numa versão mais aperfeiçoada mecanica e esteticamente, para correr até na F1! Nos anos 50, claro está.

Embora a Porsche já participasse nestes eventos com o modelo anterior (o 356), o 550 foi o primeiro construído especificamente para se tornar um vencedor nas pistas, e assim foi.

Cararama 1:43 - Porsche 550A Spyder


Escala: 1:43
Fabricante: Cararama
Modelo: Porsche 550A Spyder
Número: n/a
Ano: 2009
Categoria: n/a

O Porsche 550 foi um carro desportivo produzido pela Porsche entre 1953-1956, com o objectivo de participar em eventos desportivos. Era tão baixo e 'colado ao chão' (como diz a minha mãe), que em 1954 o piloto Hans Herrmann passou com ele por baixo das cancelas fechadas de uma passagem ferroviária.

O modelo 550 ficou conhecido como o 'Giant Killer' e serviu de base para o surgimento, em 1956, do 550A, que era ainda mais leve e rigido, dando à Porsche a primeira vitória num importante evento desportivo, à altura, a Targa Florio de 1956.

Teve como sucessor o Porsche 718, que obteve ainda mais sucesso nas pistas.

Duas curiosidades:
O Porsche 550, de nome 'Little Bastard' tornou-se conhecido por ter sido o carro com o qual James Dean participava em alguns eventos desportivos e no qual viria a ter o seu acidente mortal em 1955.

É também um dos carros mais reproduzidos mundialmente a nível de réplicas, juntamente com o AC Cobra e o Lotus Seven. Várias empresas dedicam-se a criar réplicas exactas deste modelo, o que por um lado é bom mas por outro bastante mete-nojinho.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Norev 1:43 - Citröen Saxo VTS 2000



Escala: 1:43
Fabricante: Norev
Modelo: Citröen Saxo VTS
Número: N/A
Ano: 2000
Categoria: N/A

Fazendo de conta que não se passaram 2 meses, 1 natal, 1 ano novo... cá estamos nós outra vez!
Aproveito para desejar felicidades a todos os leitores, excepto aquele que se lembrou de me insultar sem me conhecer de lado nenhum.

Após prolongada análise e muitas dúvidas sobre qual o carro a apresentar neste início de ano (com sugestão da menina Dos Santos, que escolhesse o carro onde gostasse de fazer "coisinhas boas" lá dentro), achei que este modelo seria o ideal.


1º É o carro onde gosto de fazer uma coisa muito boa ... conduzir!

2º É o meu carro =D (sem alterações nem azeiteirices)

O Saxo foi um modelo produzido entre 1996 e 2003 pela francesa Citröen.
Devido ao caso amoroso que une a Citröen e a Peugeot há largos anos, tendo como lovechild a PSA, é um carro que partilha muitos componentes com o Peugeot 106 (que foi ele também, um desenvolvimento do Citröen AX - antecessor do Saxo). O Saxo viria a ser substituido em 2003 pelo, não menos engraçado, C2.

A miniatura em questão, é de um Saxo VTS, conhecido em Portugal como Saxo Cup. Nome que dá um arrepio na espinha a qualquer bom cidadão, devido à sua má fama e associação a comportamentos menos próprios na estrada.

Se lá fora temos os VTR (1.4L) e VTS (1.6L) por cá a designação é VTS (1.4L) e Cup (1.6L). São exactamente os mesmos modelos, mas devido a questões de marketing (devido à realização, na altura, do troféu Saxo Cup) a Citröen Portugal optou por mudar o nome do VTS e colocar-lhe uma pequena etiqueta vermelha nos frisos laterais a dizer Cup, estratégia que se revelou até hoje das mais inteligentes por parte da Citröen. O Saxo Cup foi um sucesso comercial, devido à sua boa relação preço/performance, com os seus motores 1.6L 120cv e um peso a rondar os 965kg.

Pela primeira vez, posso falar sobre um carro com conhecimento de causa. É sem dúvida, de todos os que conduzi até hoje, o mais divertido de todos, e dificilmente se voltarão a fazer carros destes. Ainda tentaram um C2 Cup, mas mesmo com os 5 cavalos extra, não anda o que o Saxo anda e não transmite o que o Saxo transmite. Único.

Heil Heil Pocket Rockets!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bburago 1:43 - Lamborghini Reventón




Escala: 1:43
Fabricante: Bburago
Modelo: Lamborghini Reventón
Número: N/A
Ano: 2009
Categoria: Street Fire Collezione

Chegamos à cereja no topo do bolo.

O Lamborghini Reventón, surpresa surpresa, vai buscar o seu nome a um touro que ficou conhecido por ter provocado a morte do toureiro Félix Guzmán em 1943.
É o modelo mais caro até à data, o famoso carro "1 milhão". E mesmo que ganhemos o euromilhões, podemos tirar o cavalinho da chuva que as 20 unidades fabricadas, já têm dono.

A primeira coisa que chama à atenção neste carro é a sua aparência e design arrojado, de assumida influência nos famosos caças.
Apesar do exterior ser bem catita, no que toca a mecânica o Reventón vai buscar praticamente tudo ao Murciélago LP640, com apenas alguns retoques no motor.
Todos os 20 exemplares vêm na mesma cor, descrita como "cinza meio opaco sem o brilho habitual".

Não inventei, chama-se mesmo isso.

Bburago 1:43 - Lamborghini Gallardo






Escala: 1:43
Fabricante: Bburago
Modelo: Lamborghini Gallardo
Número: N/A
Ano: 2009
Categoria: Street Tuners


Estas duas miniaturas são da categoria Street Tuners e vêm com detalhes mais interessantes que as congêneres Street Fire.

As jantes são mais detalhadas, os pneus em borracha super low-profile e a pintura metalizada brilhante. Sendo que na minha opinião, o que estraga as miniaturas Bburago a esta escala são as rodas, os street tuners nesse aspecto são mais interessantes.

Bburago 1:43 - Lamborghini Gallardo





Escala: 1:43
Fabricante: Bburago
Modelo: Lamborghini Gallardo
Número: N/A
Ano: 2009
Categoria: Street Fire Collezione

O Lamborghini Gallardo, como não podia deixar de ser, vai buscar o seu nome a uma ganadaria espanhola.

É o modelo mais produzido até à data, com mais de 8500 exemplares fabricados entre 2003 e 2008. A intenção era oferecer ao público um carro mais pequeno, acessível e com algumas correcções, em relação ao Murciélago.

Na parte do "mais acessível" são só os senhores da Lamborghini a gozar connosco.

domingo, 30 de agosto de 2009

Bburago 1:43 - Lamborghini Murciélago






Escala: 1:43
Fabricante: Bburago
Modelo: Lamborghini Murciélago
Número: N/A
Ano: 2009
Categoria: Street Fire Collezione

Murciélago é o sucessor do famoso Diablo, as intenções para este modelo começaram a ser traçadas em 1995, ainda a 5 anos de distância do que viria a ser o fim de vida do Diablo.
Foi introduzido em 2001, para ser comercializado em 2002. Foi o primeiro novo design da Lamborghini em 11 anos e já sob alçada da Audi.

Como eu nisto dos carros gosto é das curiosidades dos nomes, este (tal como todos os lamborghini's) também tem a sua história a contar.

Na continuação da já famosa nomenclatura taurina, o Murciélago foi um touro que a 5 de Outubro de 1879 seria lidado em Córdoba por Rafael Molina Sanchez "El Lagartijo".
Investiu e foi picado 24 vezes com rara bravura, sendo poupado à morte por El Lagartijo, que o viria a oferecer a Don Antonio Miura.

Miura tratou de procriar e criar assim a famosa linhagem Miura conhecida pela sua bravura e coragem. Miura que viria a ser também um dos nomes dado a um modelo Lamborghini, já apresentado.

Como a Lamborghini sabe como agradar ao comum mortal, a primeira geração de Murciélagos (2001-2006) vinha equipada com um motor 6.2L V12 e mais importante caixa manual de 6 velocidades. Mais puro é impossível. Em 2006 surge o Murciélago LP640, cujo nome se refere à posição e orientação do motor no carro - Longitudinale Posteriore - os 640 aos cavalos.

Bburago 1:43 - Lamborghini Diablo





Escala: 1:43
Fabricante: Bburago
Modelo: Lamborghini Diablo
Número: N/A
Ano: 2009
Categoria: Street Fire Collezione

O Lamborghini Diablo é o sucessor do Countach e a sua produção começou em 1990 até 2001.
Foi o primeiro Lamborghini a conseguir ultrapassar a barreira dos 320 km/h. Aliás, foi uma das exigências da gerência, que a velocidade teria de ser superior a 315 km/h. Viria a ser substituido pelo não menos famoso Murciélago.


O nome Diablo, recorre mais uma vez à tradição de nomear os carros em homenagem a touros bravos ou ganadarias famosas sobretudo de Espanha. Ferruccio Lamborghini era um grande aficcionado e Diablo diz que era um touro que a 11 de Julho 1869 entrou na arena de Madrid e foi desafiado por José De Lara "El Chicorro", o Diablo ficou tão furioso com o toureiro que em poucos segundos investiu 16 vezes. Como reconhecimento da sua bravura, Diablo foi poupado e tornou-se uma lenda.

Segundo Jeremy Clarkson o Diablo foi desenhado:

"Solely to be the biggest head-turner in the world."

Já tive a sorte de ver um ao vivo, e posso confirmar.

Bburago 1:43 - Lamborghini Countach






Escala: 1:43
Fabricante: Bburago
Modelo: Lamborghini Countach
Número: N/A
Ano: 2009
Categoria: Street Fire Collezione

O Lamborghini Countach surge em 1974 e vai ser produzido até 1989.
Há sitios que o colocam como o sucessor do Miura, mas entre o Miura e o Countach existiu ainda o Espada, o Jarama e o Urraco. E não terá sido o sucessor em termos de sucesso também porque o Espada foi dos primeiros modelos Lamborghini a ter sucesso comercial.
O nome Countach surge de uma expressão tipica do Piemontês (dialecto da região de Piedmont no norte da Itália) que segundo reza a lenda terá sido exclamada por Nuccio Bertone, na primeira vez que viu o protótipo do "Project 112". Terá dito "Kuntach!" (expressão de admiração) e o nome ficou, Countach (lê-se kun'tach).

Uma caracteristica bastante conhecida deste modelo são as suas portas tesoura, que abrem para cima. Fazia não só parte do estilo mas também da funcionalidade, pois num carro tão largo seria impossivel abrir as portas num espaço mais confinado (garagens, parques públicos, pessoas irritantes que estacionam os carros como se estivessem a testar qual a distância minima que precisam para sair de dentro dele sem tocar no vizinho, etc).

Apesar de à primeira vista parecer um carro perfeito, tinha os seus problemas, sobretudo no que tocava ao design. Era pouco aerodinâmico para começar, o motor (veio-se a saber depois) precisava de mais entradas de ar para ventilar correctamente, o que acabou por colocar uma grande entrada directamente atrás do condutor o que impossibilitava a visão traseira, entre outros. Assim o carro foi sofrendo várias alterações até ser considerado próprio para consumo.



Diz-se que o estilo visual do Countach tornou-o num ícone de excelente design para quase toda a gente ... excepto para os engenheiros. Modelos posteriores como o Diablo ou o Murcielago já agradavam mais aos dois lados, entusiastas e engenheiros, mas mais nenhum viria a ter a originalidade e extravagância do Countach.

Del Prado 1:43 - Lamborghini Miura SV



Escala: 1:43
Fabricante: Del Prado
Modelo: Lamborghini Miura SV
Número: N/A

Ano: N/A
Categoria: N/A

Sobre a Del Prado, sei que é uma empresa de colecções por fascículos espanhola. O Miura terá saido numa colecção deles, mas nao sei qual, nem qual o número e o ano.

Sobre o primeiro Miura já falei no post anterior.
Este modelo em particular (SV) é o ultimo e mais famoso Miura. As alterações a nível mecânico introduziram neste modelo mais 15cv a juntar a algumas alterações estéticas que também o distinguem dos modelos anteriores (Miura e Miura S).

Diz que o Frank Sinatra teve um. Bom gosto tinha o senhor.

Metosul 1:43 - Citröen DS 19

Escala: 1:43
Fabricante: MetoSul
Modelo: Citroën DS 19
Número: 02
Ano: ~1970

Categoria: N/A

Este Citroen DS 19 foi fabricado pela Metosul, antiga e já desaparecida fábrica portuguesa de miniaturas.
Não sei a sua data de fabrico exacta mas anda pelos anos 70 e já mostra algumas marcas do tempo. Não deixa de ser muito gostozinho.

Continuando um pouco a historia do Citroen DS (DéeSse = deusa), é o sucessor do mítico Traction Avant (TA para os amigos), e foi desenvolvido em segredo durante 18 anos.

Quando surgiu em 1955, rompia completamente com o design automóvel da altura e foi um sucesso imediato (na Europa), tendo sido encomendados 743 exemplares nos primeiros 15 minutos em que esteve exposto na feira automóvel de Paris.
No primeiro dia estavam encomendadas 12000 unidades.

Foi um grande marco para a França que se encontrava ainda a recuperar da devastação da 2ª Guerra.
Como era um carro carote para a época, e tendo em conta o contexto sócio-económico da França dos anos 50, foi introduzido um modelo mais barato, o Citroen ID (IDée = ideia), em 1957. O ID partilhava toda a carroçaria do DS mas tinha uma mecânica mais tradicional. Fora do contexto Francês, o DS agradava sobretudo aos rebeldes não conformistas devido ao seu design radical e cosmopolita. Um anuncio americano resumia o DS assim:

"It takes a special person to drive a special car".

Diz-se que o DS se viu afectado pelo sistema de impostos que era taxado à potência o que exigia motores mais pequenos e como tal menos potentes. O que não é surpresa nenhuma para quem vive na Europa e tenha de 15 anos para cima. Não obstante e com motores a variar entre as 1900cc e 2300cc, ganhou o Rally de Monte Carlo em 1959 e 1966.

O DS cimentou definitivamente o nome da Citroen como marca inovadora, dizem as más linguas que tal foi a sensação criada com o DS que a Citroen receava que futuros modelos não fossem arrojados o suficiente (é só uma opinião, mas penso que estava a correr tudo bem até ao C3).

sábado, 29 de agosto de 2009

NOREV 1:43 - Citroen DS 19 cabriolet


Escala: 1:43
Fabricante: NOREV
Modelo: Citroën DS 19 cabriolet
Número: N/A
Ano: N/A
Categoria: N/A

A miniatura anterior do Avant Garde (inspirado no Citroen DS) foi o ponto de partida para este post sobre o verdadeiro DS. Vai ser complicado resumir este que é o meu carro favorito de todos os tempos. Pronto, tenho muitos favoritos mas este é mais favorito que os outros favoritos.
O meu fascinio pela Citroen, talvez o explique mais a frente.

O DS foi produzido pela Citroen entre 1955 e 1975. O seu design foi concebido pelo escultor italiano Flaminio Bertoni. Para 1955, é um carro que se distingue pelo seu design "futurista" e a inovação a nível tecnológico introduzida, como as suspensões hidropneumaticas que se auto nivelam para manter sempre o mesmo nível do carro em relação à estrada independentemente das cargas que suportam.

Diz também quem teve o prazer de lhe tocar, que se distinguia pelos seus elevados padrões a nível de qualidade de condução, handling e travagem. Foram vendidos cerca de 1.5 milhões durante os 20 anos de produção. Em 1999 ficou em terceiro na competição "Carro do Século" e foi nomeado como carro mais bonito de todos os tempos pela revista "Classic & Sports Cars".

Como tenho mais um ou dois DS's para mostrar, divido a informação pelas outras miniaturas.

Quanto a esta miniatura NOREV, é de uma qualidade que se reflecte no preço, daí só ter 3 norev's (e zero autoart) =)
É o modelo cabrio e como não podia deixar de ser, incluí a capota que se pode montar ou tirar a gosto.

sábado, 8 de agosto de 2009

Colecção Ferrari 1:43 - Ferrari 250 GTO



Escala: 1:43
Fabricante: N/A

Modelo: Ferrari 250 GTO
Número: 001
Ano: 2009
Categoria: N/A



Este Ferrari 250 GTO é sem dúvida um dos meus carros (e por conseguinte, miniatura) favoritos.
Uma linda berlinetta que também teve o seu sucesso na pista, mas sobretudo entre coleccionadores, nos finais de 80 início de 90.

O 250 GTO (Gran Turismo Omologato) surge como carro de corridas no início dos anos 60.
Foram fabricados 36 carros entre 1962 e 1963 e 3 em 1964 (a chamada Serie II), que sofreu pequenas alterações na carroçaria. No total foram produzidos 39 GTO's genuínos.

Este é dos poucos ferraris que não foi desenhado por um nome em particular. É fruto de trabalho de equipa entre diferentes engenheiros e designers, e ia sofrendo alterações conforme fosse necessário após os testes efectuados em túnel de vento e na pista. Não obstante, conseguiu ser - para mim - dos mais bonitos.
Em jeito de curiosidade, é aqui que surge a famosa grelha de metal aberta na caixa de velocidades usada ainda hoje em alguns modelos. Diz-se que o seu interior era tão despojado que nem sequer um velocímetro foi instalado no painel e alguns dos seus comandos foram retirados do Fiat 500.

Sempre vi os Ferraris como carros desportivos, mas não necessariamente de luxo. Sempre foram muito básicos em termos de interior. Hoje em dia já se lhes notam uns interiores bastante mais desenhados e completos, mas não é preciso recuar muito para vermos Ferraris com vidros manuais, por exemplo (quando já era dado adquirido, que qualquer carro traria vidros eléctricos). Mas um ferrari não é qualquer carro.
Daí talvez a paixão que esta marca suscite nos verdadeiros entusiastas. Uma pessoa compra um carro por aquilo que ele produz e transmite, e não por mariquices desnecessárias que em nada contribuem para o verdadeiro prazer da condução (sim, estou a falar convosco, ares condicionados que mandam 33 graus para a esquerda e 18 para a direita) pfff.

Aqui o que interessa é o que vai na bagagem. Se é que me entendem.

Nas pistas, o 250 GTO surpreendeu ao acabar em 2º na prova das 12 horas de Sebring de 1962 (prova esta, que o Ferrari 250 P viria a ganhar no ano seguinte). Foi dos últimos carros a conseguir manter-se competitivo apesar do motor frontal. O 250 P em 1963, já iria competir com motor traseiro.

Já várias foram as publicações que ao longo dos anos colocaram o Ferrari 250 GTO no topo das listas de melhor carro desportivo da década de 60 assim como de todos os tempos, e ainda dos mais importantes ferraris de todos os tempos.

E só posso concordar.

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